




O Queer Lisboa 13 – 13º Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa mais
uma vez promete marcar o final do Verão na capital. Entre 18 e 26
de Setembro, nas três salas do Cinema São Jorge, temos
encontro marcado com a maior celebração da cultura queer no nosso
país.
Com um total de 95 filmes programados, e o alto patrocínio do Instituto do Cinema
e do Audiovisual – Ministério da Cultura, da Câmara Municipal de
Lisboa e da EGEAC, o Queer Lisboa mantém a sua forte aposta nas Secções
Competitivas para Melhor Longa-Metragem, Melhor Documentário e Melhor
Curta-Metragem. Na Secção Competitiva para a Melhor Longa-Metragem
de Ficção, o júri é este ano constituído pelo escritor Richard
Zimler (E.U.A., Portugal), pela actriz e encenadora Isabel Medina
(Portugal), pelo crítico de cinema Boyd van Hoeij (Luxemburgo),
pela programadora Florence Fradelizi (França) e pela programadora
e distribuidora Ricke Merighi (Itália). Quanto ao Melhor Documentário,
será escolhido pelo psicólogo Nuno Nodin (Portugal), pela programadora
Melissa Pritchard (Alemanha) e pelo realizador Oded Lotan
(Israel). Já a Melhor Curta-Metragem será eleita pelo voto do público.
Como filme
de abertura será exibido, no dia 18 de Setembro, pelas 21h00, em
antestreia nacional, Morrer como um homem, a nova longa-metragem
de João Pedro Rodrigues, com a presença do realizador, elenco
e equipa técnica. O filme teve primeira exibição mundial no Festival
de Cannes em Maio deste ano. Antes de Lisboa, o filme terá ainda estreia
americana no Festival Internacional de Cinema de Toronto. A sessão
conta com o apoio da Rosa Filmes e da Zon-Lusomundo. Depois de em 2000,
no 4º Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa, termos apresentado
a sua primeira longa-metragem, O Fantasma (2000), para uma sala
ocupada bem acima da sua capacidade de 700 lugares, no Fórum Lisboa,
é uma honra para nós acolher a antestreia nacional do mais recente
filme de João Pedro Rodrigues. A estreia comercial do filme em salas
portuguesas está prevista para o mês de Outubro.
Numa nova iniciativa,
o Festival irá dirigir anualmente o convite a um cineasta nacional
para realizar o spot publicitário. O Queer Lisboa 13 contará assim
com um spot de 20 segundos idealizado e realizado por João Pedro Rodrigues,
com a voz de Ana Zanatti. Pretende-se que este importante veículo de
promoção do Festival seja, ele próprio, cinema. Todos os anos, um
novo realizador emprestará a sua visão à construção da imagem do
Festival.
Na noite de
encerramento será apresentado Were the World Mine,
do americano Tom Gustafson, comédia musical gay. Galardoada com os
prémios de Melhor Longa-Metragem LGBT no 39º Festival de Cinema de
Nashville (E.U.A., 2008), Prémio do Público para Melhor Longa-Metragem
no 23º Festival Internacional de Cinema LGBT de Turim (Itália, 2008)
e Prémio Scion para Melhor Novo Realizador no 13º Festival Internacional
de Cinema Gay e Lésbico de Filadélfia (E.U.A., 2008), entre outros,
será exibido Sábado, dia 26, às 21h00, após a Gala de Encerramento.
Entre as novidades
do Festival deste ano é também de destacar o Espaço da Memória,
que nesta primeira edição vai celebrar sete efemérides da cultura
queer, através de concertos, leituras de poesia, sessões de cinema,
conversas com várias personalidades ou desafios ao público. Do escritor
António Botto ao pintor Francis Bacon, de Amália a Variações, visitando
Stonewall e o Muro de Berlin, sem esquecer a inimitável Judy Garland,
o Espaço da Memória funcionará num Espaço Lounge especialmente preparado
para o efeito no Cinema S. Jorge, com música ambiente e uma exposição
permanente.
Este ano, a
Secção Panorama exibe um conjunto de seis filmes sobre a temática
da juventude. Apostas ganhas nas edições anteriores do Festival, oportunidade
também para assistir às Secções Queer Art e Queer Pop,
e às populares Noites Hard.
Por fim, o
espaço do Cinema São Jorge acolherá a exposição Shocking
Pinks. Com curadoria de João Mourão e Nuno Ramalho, vários artistas
plásticos portugueses foram convidados a ocupar diversos espaços deste
emblemático Cinema, durante o período do Festival, com obras que desafiam
a representação do queer na arte.